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PIERROT MEIO ROCK’ N ROLL

Posted by Bruna Freitas on 19:15 in
Vou lhes contar a história de um cara chamado Agenor. Nascido em 4 de Abril de 1958, no Rio de Janeiro, foi batizado com o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto. Filho de João Araújo, divulgador de gravadora Odeon, e de Lúcia Araújo, costureira, era um menino bem comportado na infância. Também, quieto e solitário, foi criado com todo mimo de um filho único. Seus pais não eram ricos, mais fizeram questão de matriculá-lo numa escola cara para que tivesse uma boa educação.
Na adolescência, começou a revelar seu gênio rebelde que marcaria a vida de milhares de brasileiros na década de 80. Já vivendo a boemia do Baixo Leblon, que frequentava com sua turma transada. Fã de Jimi Hendrix, Janis Joplin e os Rolling Stones vivia o trinômio sexo, drogas e rock’n roll.
Até então, tudo bem, jovem, classe média, levava uma vidinha burguesa, queria se divertir, só que Agenor queria mais, queria viver intensamente. E foi o que aconteceu drogado e bissexual assumido. Seu pai teve que livrá-lo de prisões e fichas policiais, por porte, uso de drogas e mal comportamento.
Então, cansado da vagabundagem do filho, em 1976, lhe arranjou emprego na gravadora Som Livre. Lá, trabalhou no departamento artístico fazendo a triagem de artistas novos, mais nada o satisfazia.
Foi após um curso de teatro no Circo Voador, e foi lá que se encontrou, e descobriu que sua verdadeira vocação era soltar a voz. Então já descobriu quem é o jovem Agenor? É o nosso garoto do Rio, Cazuza.
Também chamado carinhosamente de Cazu, Cazuza foi batalhar seu sonho de cada dia. Em 1981, indicado pelo amigo Léo Jaime, foi fazer um teste para uma banda chamada Barão Vermelho. Com sua rouca e gritada, nascia ali um rockstar. Dos primeiros shows, gravaram uma fita demo, que chegou nas mãos do produtor Ezequiel Neves, que, entusiasmado, a mostrou a Guto Graça Mello, diretor artístico da Som Livre. Foram eles que convenceram, o pai de Cazuza, a contratar a banda, ele que estava relutante a entrada do filho no meio musical. Com uma produção barata, o Lp foi gravado em dois dias, não fez muito sucesso, mais agradou muitos artista. Já o segundo disco “Barão Vermelho 2”, lançado em 1983, fez sucesso entre o público e lançou o Barão para as rádios.
Em 85, o cantor deixou o grupo, e lançou, em Novembro, “Cazuza” com uma sonoridade mais para MPB, do que para o rock do Barão, e lançou hits como “Exagerado e a balada “Codinome beija-flor”. Em Março de 1987, lançou “Só se for a dois”, na turnê desse Lp, Cazuza já sabia que estava com aids. A confirmação da presença do vírus iria transformar sua vida e sua carreira. Mais tarde, já debilitado pela doença, lançou mais três discos “Ideologia”, “Cazuza ao vivo-O tempo não pará” e “Burguesia”. Em 7 de Julho de 1990, faleceu, deixando para nós um legado. Valeu, galera! Valeu, Cazuza!

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