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O retorno do que não foi

Posted by Bruna Freitas on 16:19
Vamos fazer um teste de memória para quem tem mais de 20 anos de idade: quem se lembra daquele disco grande, preto, todo riscado, no qual era preciso virar toda hora para ouvir as músicas que ficavam no lado a e lado b, e que eram diversão garantida na festinha de aniversário de seu amigo? Os que pensaram no famoso Vinil, acertaram! Ou melhor, o famoso LP, para os mais antigos o Bolachão ainda é um hit dentre os saudosistas. Pois é, ele voltou e com força total. A moda começou na gringa, com bandas como Jem, que passaram a lançar versões limitadas de vinis, junto com seus CDs e foi o maior sucesso. No Brasil, a moda chegou faz dois anos, e venho com força total. Vários gêneros adotaram a estratégia. Samba, rock e folk passaram a lançar seu singles em LPs.
O nosso disco de vinil, como é conhecido hoje, surgiu no ano de 1948. Sua função foi tornar obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados na época. Os LPs eram mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio, portanto, mais duravéis. Mas o que agradava ao público é que nele cabia um número maior de músicas, ao invés de uma canção por face do disco, e, claro, também pela sua excelente qualidade sonora.
Apesar de antigo, essa velha alternativa de música continua em alta não entre os apaixonados fãs, mais também entre jovens, idosos e DJs, explica José Roberto, o Bebeto, proprietário da loja Museu do Disco, especializada no gênero. Ele que mexe a 25 anos na área, admite preferir o CD nas horas de descanso, mais seus clientes continuam fiéis aos discos.
Bebeto diz que na época, a chegada do CD foi um impacto para os lojistas “Tivemos que trocar todo um estoque de discos de vinil pelo de CDs, o que deixou a venda de vinis embaixa”. Porém, isso foi por pouco tempo, pois, os colecionadores apareceram e fizeram com que os discos tivessem um novo valor.
Para um fã declarado de vinis, José Antônio de Oliveira, explica um pouco de sua paixão “Tem as músicas da minha época, gosto das canções antigas”, mais ressalta “Não sou contra o CD”. Ele é um dos que se encaixam na faixa de pessoas mais velhas, segundo Bebeto que tem preferência pelos discos, “Todas as idades procuram por vinil, mais a que mais procura são pessoas de idade mais maduras”.
Enfim, não existe idade para curti aquele som com chiadinho que vem dos vinis, sempre vai existir quem goste, e que vai querer passa para as novas gerações essa tradição, por isso grito: Viva, o bom e velho disco de vinil!

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